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Aquisição de caças F-16 dos EUA provoca renúncia do chanceler e do ministro da Defesa

Aquisição de caças F-16 dos EUA provoca renúncia do chanceler e do ministro da Defesa

22 de abril de 2026

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Title: Crise Política no Peru: Renúncia de Ministros em Meio a Polêmica Compra de Caças F-16 dos EUA

Na última quarta-feira (22), o governo do Peru enfrentou uma crise significativa com as renúncias dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa. O motivo da saída foi um desentendimento profundo com o presidente interino, José María Balcázar, relacionado à polêmica compra de 24 caças F-16 dos Estados Unidos, que totaliza cerca de US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 17,6 bilhões).

A decisão de Balcázar de adiar o pagamento das aeronaves até a posse do novo presidente — prevista para ocorrer após o segundo turno das eleições em junho — gerou inquietação entre os ministros. Hugo de Zela, chanceler que deixou o cargo, manifestou sua indignação em entrevista à rádio RPP, ressaltando que tal adiamento minava a credibilidade do país em negociações internacionais. “O presidente interino transforma o Peru em um parceiro de quem não se pode confiar”, afirmou, apontando que o primeiro pagamento já deveria ter sido realizado no dia 21.

Carlos Díaz, o ex-ministro da Defesa, também se mostrou crítico em relação à situação, afirmando que a suspensão da compra representava um retrocesso na segurança nacional, um aspecto que considera "estratégico para a defesa da nação". A aquisição dos caças F-16 começou em 2024, com a intenção de modernizar uma frota que já possui cerca de 30 anos. O Ministério da Defesa considerou várias propostas, incluindo os modelos Rafale, da França, e Gripen, da Suécia.

Além da crise ministerial, o Peru enfrenta um cenário eleitoral conturbado. Piero Corvetto, chefe do órgão eleitoral responsável pelas eleições gerais, também renunciou depois de falhas técnicas que impediram aproximadamente 50 mil eleitores de participar do primeiro turno, realizado em 12 de abril. A Junta Nacional Eleitoral alegou que os problemas foram de natureza técnica, afirmando que a contagem final dos votos presidenciais deve ser concluída apenas em meados de maio.

Com um clima de instabilidade política e a insegurança sobre o futuro da administração, a situação no Peru levanta questões cruciais sobre a confiança nas instituições democráticas do país e nos compromissos internacionais que ele assume.

Fontes:

  • Sputnik Brasil
  • RPP Radio

Leia mais sobre a renúncia das autoridades eleitorais



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