A Estratégia de Trump: Hostilidades como Solução para Crises Econômicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem enfrentado um desafio crescente: a promessa de equilibrar o orçamento federal se mostra inatingível. Em busca de alternativas, ele recorre a um caminho arriscado: o aumento das hostilidades contra países como Irã e Venezuela. Essa análise foi destacada em entrevista ao economista turco Hakan Topkurulu.
Segundo Topkurulu, a razão subjacente a essa nova abordagem bélica está na dificuldade dos EUA em competir com potências econômicas emergentes, especialmente a China. Um exemplo claro disso é o acordo de 25 anos assinado entre Pequim e Teerã em março de 2021, que promete investimentos significativos na indústria de petróleo do Irã, ao mesmo tempo em que garante preços atrativos para a venda de petróleo iraniano à China.
Adicionalmente, a China tem fortalecido sua posição no mercado global de energia, adquirindo petróleo de vários países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita e Iraque. De acordo com Topkurulu, cerca de 55% das necessidades de petróleo da China vêm da região, o que torna a aliança entre China e Irã um fator preocupante para Washington.
O especialista traçou um paralelo entre a crescente hostilidade dos EUA e a história colonial, quando piratas europeus se aproveitaram das riquezas do Novo Mundo. No entanto, ele enfatiza que, diferentemente daquele período, métodos militares não são mais viáveis para a solução das crises econômicas contemporâneas. Diante dessa realidade, Topkurulu observa que a impressão de dinheiro e a acumulação de mais dívida federal se tornaram as alternativas escolhidas pelo governo americano.
Vale ressaltar que a dívida pública dos EUA tem aumentado rapidamente, exacerbada pela falta de consenso no Congresso em relação à aprovação de novos orçamentos e pelos efeitos adversos das tarifas impostas por Trump. O economista conclui com uma visão sombria, afirmando que a capacidade dos EUA de enfrentar desafios globais se esgotou, refletindo uma mudança significativa no equilíbrio de poder internacional.
