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Acordo Mercosul-União Europeia Inicia Validade e Expande Oportunidades Comerciais, Destaca Especialista

Acordo Mercosul-União Europeia Inicia Validade e Expande Oportunidades Comerciais, Destaca Especialista

6 de maio de 2026

Autores:

Bianca Mingote


Acordo Mercosul-União Europeia: Um Novo Capítulo para a Economia Brasileira

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor em 1º de maio, promete revolucionar o cenário econômico brasileiro. Com potencial para expandir exportações, modernizar a indústria local e aumentar a inserção do Brasil no mercado global, essa nova realidade exige uma adaptação significativa, especialmente por parte das pequenas empresas. O tema foi amplamente discutido no Podcast do Associativismo do Diário do Comércio, promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A efetivação deste acordo sinaliza um marco importante na economia nacional, conectando o Brasil a um mercado com um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

O Papel do Associativismo na Preparação

O Podcast do Associativismo trouxe à tona os desafios e oportunidades que o tratado representa, ressaltando a importância do associativismo, com destaque para a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Essa entidade tem um papel crucial na capacitação de micro e pequenas empresas, preparando-as para competir no cenário internacional.

Para penetrar em um mercado que conta com mais de 720 milhões de consumidores, o Brasil deverá se adequar a normas de sustentabilidade estipuladas no Pacto Ecológico Europeu, um processo que exigirá ajustes significativos dos produtores nacionais.

Na visão do secretário de Articulação Internacional de Santa Catarina, Paulo Bornhausen, é fundamental que as entidades ajudem essas novas forças econômicas a se prepararem para a globalização. Segundo ele, enquanto as grandes empresas já possuem estrutura adequada, as pequenas e médias necessitam de orientação e preparação para tirar proveito das novas oportunidades.

“Enquanto as grandes empresas seguem seu caminho, as pequenas e médias precisam descobrir o seu. A Associação Comercial de São Paulo, liderada por Alfredo Cotait, está aqui para viabilizar a preparação desses novos protagonistas para o comércio global”, defendeu.

Ampliação do Mercado brasileiro

A implementação do capítulo comercial deste acordo representa uma transformação imediata nas relações econômicas entre os países do Mercosul e da União Europeia. Com a desoneração de cerca de 92% das exportações, os produtos brasileiros podem competir com mais vigor no mercado europeu, enquanto o Brasil, por sua vez, ganha acesso facilitado a insumos, máquinas e tecnologias, com 543 categorias de bens de capital isentos de tarifas.

Para Bornhausen, o tratado transcende a mera redução de taxas. Ele oferece um conjunto de normas para a circulação de bens, serviços e capitais, culminando na criação de um ambiente mais previsível para os negócios internacionais. Embora a dimensão política e institucional do acordo ainda dependa de aprovação em parlamentos europeus, o começo da implementação comercial já anuncia oportunidades palpáveis.

“Estamos falando de algo que vai além do comércio. O capítulo comercial já está em vigor desde 1º de maio, mas a parte política precisa ainda ser ratificada pelos parlamentos regionais. Esse acordo abre uma vasta oportunidade para o Brasil, o Mercosul e os países europeus”, afirmou Bornhausen.

Efeitos Diretos no Agronegócio

Os primeiros reflexos das mudanças já podem ser sentidos em diversos mercados. No agronegócio, a redução tarifária é um aspecto imediato, beneficiando produtos como uvas e mel. No caso das uvas, a tarifa anterior de 8% a 9% foi eliminada, permitindo uma maior presença no mercado europeu. Para o mel, as exportações poderão aumentar consideravelmente, com o volume permitido passando de 4 mil para até 44 mil toneladas.

Conforme abordado no Podcast do Associativismo da ACSP, a implementação do tratado marca o início de um processo estruturante que deverá transformar a inserção do Brasil no comércio mundial ao longo das próximas décadas.



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