Novas regras de exames toxicológicos para condutores de veículos de carga entram em vigor após derrubada de vetos da Lei 14.599
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A lei que alterou o CTB deriva da conversão em lei da medida provisória (MP) 1.153/2022, ainda do governo Bolsonaro. A medida provisória foi aprovada pelo Congresso no final de maio e, em junho deste ano, o Poder Executivo a sancionou com nove vetos.
Entre os três dispositivos que tiveram os vetos derrubados pelo Congresso Nacional, está aquele que determina que os condutores das categorias C, D e E, com idade inferior a 70 anos, serão penalizados com infração gravíssima se não realizarem um novo exame de detecção de drogas no organismo a cada dois anos e seis meses. A contagem do prazo começa a partir da obtenção ou renovação da Carteira Nacional de Habilitação, independente da validade dos demais exames já realizados.
Outro veto derrubado refere-se à competência para aplicação da penalidade, agora atribuída ao “órgão ou entidade executivos de trânsito de registro da Carteira Nacional de Habilitação do infrator”.
A lei estabelece ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) terá a obrigação de regulamentar a aplicação dos exames em até 180 dias da entrada em vigor do novo trecho da lei. Segundo a norma, a aplicação e fiscalização do teste devem ser periódicas e constantes, por meio de processos e sistemas eletrônicos.
É importante ressaltar que a fiscalização e aplicação dos exames toxicológicos são fundamentais para garantir a segurança no trânsito, especialmente quando se trata de veículos de grande porte, como os de carga e ônibus. Esses testes, que detectam o uso de substâncias psicoativas, são essenciais para prevenir acidentes ocasionados pela influência de drogas no organismo dos condutores.
A implementação dessas medidas reforça o comprometimento das autoridades brasileiras em promover um trânsito mais seguro e responsável. Cabe agora ao Ministério do Trabalho e Emprego regulamentar a aplicação dos exames, garantindo que os condutores se submetam às análises necessárias e estejam aptos a exercer suas atividades de maneira segura e responsável nas estradas do país.
Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)