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Almagis diz que descumprimento de decisão pela ALE deve ser denunciado para aplicação de sanções

Almagis diz que descumprimento de decisão pela ALE deve ser denunciado para aplicação de sanções

21 de maio de 2015

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Fátima Pirauá exige que Constituição federal seja cumprida (Foto: cadaminuto.com.br)

“A Associação Alagoana de Magistrados defende que toda e qualquer decisão judicial deve ser cumprida e, não sendo, a parte deve denunciar o descumprimento e requerer que sejam adotadas as sanções cabíveis”. Esse é o posicionamento da presidente da entidade de classe, juíza Fatima Pirauá, na manhã desta quinta-feira, 21, após a Assembleia Legislativa Estadual manter o voto secreto para apreciação de vetos governamentais.
A presidente da Almagis destacou que a não satisfação com decisões judiciais deve ser manifestada através de recursos em instâncias superiores. Se houver o descumprimento, a parte envolvida, no caso em questão o Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE), deve denunciar e, o Tribunal de Justiça de Alagoas, por meio da 1ª Câmara Cível, que proferiu a decisão, adotar as medidas necessárias.
Toda a polêmica envolve a apreciação dos vetos do governador de Alagoas, Renan Filho, ao projeto de lei da 17ª Vara Criminal da Capital. A votação da ALE para apreciação dos vetos já foi adiada diversas vezes e, após o Ministério Público ter recorrido ao Judiciário para estabelecer a votação aberta, a análise foi protelada mais uma vez.
Fatima Pirauá salienta que não só a Almagis, como toda a sociedade pugna pela transparência na Casa Legislativa e, portanto, pelo voto aberto, cumprindo com o disposto na Constituição Federal.
Assim argumentou o desembargador Fábio José Bittencourt Araújo em sua decisão: “a Constituição estadual que não reproduzir e observar fielmente as disposições da Constituição federal referentes ao processo legislativo será inconstitucional”.
O desembargador reafirmou a decisão de primeira instância proferida pela juíza Ester Manso, titular da 16ª Vara da Fazenda Pública Estadual.

O INÍCIO – Tudo começou quando o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal, questionando a atuação da 17ª Vara Criminal da Capital. O STF julgou a ação parcialmente procedente e manteve a existência da vara especializada, com modificações em alguns dispositivos.
Após decisão do Supremo, o Tribunal de Justiça de Alagoas criou um projeto de lei para reformular a unidade e enviou à Assembleia Legislativa. A Casa legislativa aprovou emendas modificativas ao projeto e encaminhou para o Governo. No entanto, o governador Renan Filho vetou algumas das emendas, entre elas, a da não atuação da 17ª em processos contra agentes públicos.
A ALE deveria analisar os vetos, mas até o momento não o fez. Após ação do MP para que a apreciação dos vetos seja aberta e decisão da juíza Ester Manso acatando pedido a votação foi adiada pois a Assembleia recorreu.
O desembargador Fábio Bittencourt manteve a decisão da magistrada, mas a Assembleia descumpriu e estabeleceu que os vetos serão apreciados pelo voto secreto.

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