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O novo CEO do Starbucks, Brian Niccol, está prestes a assumir o comando da rede de cafeterias e receber uma remuneração astronômica de mais de US$100 milhões em seu primeiro ano. De acordo com a imprensa internacional, esse total pode chegar a US$113,2 milhões, incluindo um bônus de US$10 milhões pela assinatura do contrato e US$75 milhões em opções de ações adicionais para compensar ações abertas na Chipotle, empresa da qual Niccol era CEO desde 2018.
Além do salário anual de US$1,6 milhão, Niccol ainda terá a oportunidade de receber um bônus anual que pode chegar a US$23 milhões em ações e quase US$3,6 milhões em dinheiro, dependendo do desempenho da empresa.
O jornal britânico The Guardian destacou que esse é um dos maiores acordos executivos da história corporativa e quatro vezes maior do que o de seu antecessor.
Niccol também terá a vantagem de poder trabalhar de forma remota, continuando em Newport Beach, Califórnia, em vez de se mudar para Seattle, onde fica a sede do Starbucks. A empresa cobrirá os custos de instalação de um escritório em sua residência e ele poderá usar o avião corporativo para viagens a Seattle conforme necessário.
A prática de CEOs administrarem à distância tem sido cada vez mais comum, com empresas como Victoria’s Secret e Boeing adotando essa abordagem. A Starbucks, ao comentar sobre a chegada de Niccol, ressaltou que sua remuneração será atrelada ao desempenho da empresa e ao sucesso de todos os stakeholders.
No Brasil, a operação da Starbucks foi adquirida pela Zamp, empresa que também gerencia o Burger King no país, após a antiga franqueada SouthRock entrar com pedido de recuperação judicial.