
Gonet: Julgamento sobre Moraes não envolveu falsidade ideológica
Na última decisão divulgada, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, afirmou que não houve falsidade ideológica no procedimento adotado pelo ministro Alexandre de Moraes. Aras destacou que o fato dos ofícios enviados não citarem o ministro como autor dos pedidos é considerado “irrelevante”, uma vez que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, órgão da Justiça Eleitoral responsável pelas buscas, tinha poder de polícia.
Aras também ressaltou que os pedidos feitos por Moraes ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não comprometem as decisões tomadas por ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Cícero Gonet, membro da PGR, argumentou que o regimento interno do STF permite que ministros com funções temporárias no TSE, como era o caso de Moraes, continuem atuando em seus processos no STF.
“Não há relatos de que o conteúdo desses relatórios de alguma forma distorceu a realidade dos eventos [as ações dos bolsonaristas]. A menção de quem provocou a produção dos relatórios é totalmente irrelevante, uma vez que estão relacionados àqueles que tinham poder de polícia para intervir nas competências constitucionais específicas da Justiça Eleitoral”
Fragmento da decisão de Cícero Gonet, da PGR
Essa decisão vem em um momento crucial para o debate sobre os limites das atuações do ministro Alexandre de Moraes, que tem sido alvo de críticas e questionamentos. A posição do PGR reforça a legalidade das ações tomadas por Moraes no âmbito do TSE e do STF, indicando que não houve violação da legislação vigente.
É importante destacar que essa interpretação da PGR pode influenciar futuros julgamentos envolvendo autoridades e poderes do Estado, sendo um ponto relevante para a jurisprudência brasileira.
Em resumo, a decisão de Gonet reforça a posição de que não houve falsidade ideológica no procedimento de Moraes, o que pode trazer impactos significativos para o cenário político e jurídico do país.