
Acidente aéreo gera preocupações sobre formação de gelo
Na última semana, um trágico acidente aéreo colocou em evidência a presença de gelo nas asas da aeronave como possível causa da queda. Pelo menos dois pilotos que passaram pelo local em horas próximas ao acidente confirmaram o fenômeno, alertando sobre a presença de gelo severo. Essas informações foram cruciais para entender o que pode ter levado à tragédia.
Risco conhecido e raro
Um piloto, que preferiu permanecer anônimo, conversou com o UOL e explicou que a presença de gelo nas asas é sabidamente perigosa para a aviação. Isso porque o gelo pode alterar a aerodinâmica da aeronave, causando perda de sustentação e estabilidade durante o voo. A imagem do avião em queda livre, em um movimento conhecido como “parafuso chato”, reforça a teoria de que a perda de sustentação foi um fator determinante para o acidente.
Além disso, a formação de gelo extremo no Brasil, principalmente em altitudes elevadas, é considerada muito rara. Ainda mais surpreendente é o fato de que uma aeronave de médio porte, como o ATR, raramente enfrenta situações dessa natureza na altitude em que costuma voar. “A altitude mencionada no áudio da controladora é exatamente a altura em que um ATR opera”, ressaltou o piloto.
Outro piloto destacou que não há nenhum avião no mundo capaz de voar em formação severa de gelo. Ele explicou que a formação severa de gelo ocorre quando há acúmulo de gelo em áreas não protegidas pelo sistema anti-gelo da aeronave, o que pode comprometer seriamente a segurança do voo.