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Nos bastidores da política venezuelana, a incerteza paira não apenas sobre o futuro do chavismo, mas principalmente sobre como negociar com as Forças Armadas do país. A influência do pensamento bolivariano, oriundo da ideologia de Hugo Chávez, ex-militar e líder do movimento, se mostra presente e pode ser um desafio para a oposição conquistar o apoio dos militares.
Oposição em destaque
Na visão do moto-taxista Germano Gonzalez, a figura de Maria Corina Machado, e seu representante Edmundo Gonzáles, representam uma oposição mais “confiável” e assertiva. Gonzalez destaca que, anteriormente, a falta de opções reais era evidente, mencionando até mesmo Juan Guaidó, autodeclarado presidente em 2019, como um oportunista. Agora, a presença de Maria Corina pode trazer uma alternativa mais palpável para os venezuelanos insatisfeitos.
Filha de Enrique Macho Zuloaga, um renomado empresário do ramo de metal e energia no país, Maria Corina teve seus negócios afetados diretamente pelas políticas de expropriação de Hugo Chávez. A família Machado viu suas empresas serem nacionalizadas, o que gerou um histórico de confronto com o governo bolivariano.
Preocupação com fraude eleitoral
A oposição manifesta receio em relação à possibilidade de fraude eleitoral no pleito em questão, levantando o temor de “vencer mas não levar”. Essa desconfiança mobilizou a presença de mais de 635 observadores estrangeiros para acompanhar o processo eleitoral, incluindo uma equipe de especialistas da ONU, além do assessor especial de relações internacionais do presidente brasileiro, Celso Amorim.