Brigadista do Ibama é assassinado em frente à sua casa no Tocantins, antes de iniciar combate aos incêndios florestais

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Tocantins, Sidiney foi alvejado por um tiro “aparentemente desferido por uma espingarda cartucheira” enquanto checava a água e o óleo do seu carro por volta das 7h30. Um vizinho relatou ter visto um homem de jaqueta e capacete em uma motocicleta no local pouco antes do crime.
O caso está sendo investigado pelas autoridades locais e mais informações serão divulgadas em momento oportuno para não prejudicar as investigações em andamento. Sidiney era presidente da Associação de Brigadistas da Brigada Federal Nordeste e estava prestes a começar seu trabalho de combate a incêndios florestais.
Residente na Aldeia Imotxi II, na Ilha do Bananal, o brigadista era reconhecido por sua vasta experiência no manejo integrado do fogo e operação de equipamentos de combate a incêndios. O Ibama emitiu uma nota de pesar lamentando a perda de Sidiney e agradecendo sua dedicação à preservação da natureza.
Os colegas de trabalho do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e do Ibama expressaram seus sentimentos à família e amigos do brigadista assassinado. O crime chocou a comunidade e levanta questões sobre a segurança dos profissionais que atuam na linha de frente em defesa do meio ambiente.
A morte de Sidiney de Oliveira Silva deixa uma lacuna irreparável no trabalho de preservação ambiental e serve como um alerta sobre os desafios enfrentados pelas equipes de combate a incêndios florestais no Brasil. Espera-se que os responsáveis sejam identificados e levados à justiça para que casos como este não se repitam no futuro.