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Prefeito de São Paulo se presta a papel de ajudante de pastor em Marcha para Jesus, segundo Ricardo Kotscho.






Quando isso é instrumento politicamente como tenta fazer o governador [Tarcísio], foi uma prática perpetrada não só por ele. A gente viu isso também sendo feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o mentor político do Tarcísio de Freitas, dizendo que havia uma parcela do povo que era uma maioria, uma maioria cristã, e que essa é que devia ter os seus interesses, os seus direitos assegurados. Sendo que ele falava que se deve governar para a maioria (…) e a minoria que se curvasse, se submetesse e caísse fora. Isso eram palavras do Bolsonaro ditas exatamente dessa maneira.
Claudio Couto, cientista político

Claudio Couto compara as falas de Bolsonaro com as do governador de São Paulo, explicando que ambas, de certa maneira, representam a mesma coisa.

O que Tarcísio está dizendo, com uma forma um pouco mais, talvez, indireta, é a mesma coisa: se existem os eleitos e os não eleitos. Existem aqueles destinados à salvação ou a serem os beneficiados pelo governo, aqueles que vão ser protegidos pela lei e os que não são. Então, acho que é realmente uma leitura complicada, antidemocrática, porque [é] antipluralista. E a gente sabe que governos têm que governar para todos, não tem que governar para uma parcela da sociedade e deixar a outra a míngua.
Claudio Couto, cientista político

Isso tudo sendo feito por uma instrumentalização que me parece tremendamente oportunidade da religião. É curioso que a gente não via o Tarcísio falando tanto de questões religiosas até pouco tempo atrás. Mas nos últimos dois meses, talvez, a gente vê uma inflexão dele muito forte no sentido de assumir de maneira mais clara esse discurso extremista do bolsonarismo.
Claudio Couto, cientista político

Kotscho: Em Marcha, prefeito de São Paulo se presta a papel de ajudante de pastor

Também no UOL News de hoje, o comentarista Ricardo Kotscho afirmou que ao segurar o microfone e cantar no palco da Marcha para Jesus nesta quinta-feira (30), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) assumiu um papel de ajudante de pastor.

Nesta matéria, diversos aspectos da relação entre política e religião são abordados, especialmente no contexto brasileiro. O cientista político Claudio Couto faz uma análise comparativa das declarações do governador de São Paulo, Tarcísio, com as do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando semelhanças no discurso de ambos em relação à priorização de interesses de determinados grupos da sociedade.

Couto ressalta a preocupação com a exclusão de minorias e a falta de pluralismo nas abordagens políticas adotadas por esses líderes. Ele ainda aponta para uma possível instrumentalização da religião como estratégia política, destacando uma mudança no discurso de Tarcísio nos últimos meses, aproximando-se mais do bolsonarismo.

Além disso, o comentarista Ricardo Kotscho comenta sobre a participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, na Marcha para Jesus, atribuindo-lhe um papel de ajudante de pastor, ressaltando a mistura entre política e religião no cenário atual.

Essas reflexões evidenciam a complexidade da relação entre poder público e crenças religiosas, levantando questões importantes sobre democracia, inclusão e representatividade na esfera política nacional.


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