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Pesquisa Revela que Saúde e Desemprego Aceleram Endividamento entre os Baixos Renda

Pesquisa Revela que Saúde e Desemprego Aceleram Endividamento entre os Baixos Renda

6 de maio de 2026

Autores:

Bianca Mingote


Gastos com Saúde e Desemprego: Principais Causas do Endividamento no Brasil, Revela Pesquisa BTG/Nexus

Uma nova pesquisa realizada pelo BTG e pela Nexus aponta que os principais fatores do endividamento entre os brasileiros são as despesas com saúde e o desemprego. O estudo evidencia que, entre os indivíduos que recebem até um salário mínimo, os gastos essenciais impactam significativamente a vida financeira da população de baixa renda, de forma ainda mais acentuada do que na média nacional. Os dados indicam que o endividamento está mais associado à sobrevivência do que ao consumo.

O levantamento mostra que, para os brasileiros na base da pirâmide econômica, o endividamento não é resultado de compras supérfluas. Os gastos com saúde representam uma razão de dívida em 32% dos casos na média nacional, mas esse índice sobe para 41% entre aqueles que ganham até um salário mínimo. À medida que a renda aumenta, a porcentagem de endividados com despesas de saúde diminui:

  • Entre quem recebe de 1 a 2 salários mínimos: 37%
  • De 2 a 5 salários mínimos: 30%
  • Acima de 5 salários mínimos: 19%

Outro fator relevante é o desemprego. Para 22% dos brasileiros com renda de até um salário mínimo, o endividamento resulta da perda de emprego, seja próprio ou de um membro da família. Na média geral, esse percentual é de 13%.

Apesar das disparidades entre as faixas de renda, os gastos diários — como alimentação e contas fixas — permanecem o principal motivo para o endividamento no país, conforme relatado por 50% dos entrevistados. Entre os mais pobres, esse número atinge 48%.

No entanto, a situação muda quando analisamos as pessoas com renda superior a cinco salários mínimos. Após as despesas básicas, que são mencionadas por 49% dos respondentes, as compras parceladas e financiamentos de bens de consumo aparecem como a segunda maior causa de endividamento, citadas por 35% dos participantes. Em terceiro lugar, o impacto da queda na renda mensal é relatado por 20%.

Conforme Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, a natureza das despesas esclarece as diferenças nos perfis de endividamento. “Os brasileiros de menor renda acumulam dívidas relacionadas a gastos essenciais, que são inevitáveis e muitas vezes se repetem ao longo dos meses, fazendo com que o montante devido cresça consideravelmente. Além disso, a perda de emprego tem um efeito mais profundo neste segmento, tornando a quitação das dívidas ainda mais desafiadora”, afirmou Tokarski.

Metodologia

A pesquisa da Nexus foi realizada por telefone, envolvendo 2.028 pessoas entre os dias 24 e 26 de abril. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.



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