China Introduz Tarifa Zero para Países Africanos e Inaugura Nova Era nas Exportações do Continente
Em uma decisão considerada estratégica, a China ampliou sua política de tarifa zero a todos os países africanos que mantêm laços diplomáticos com Pequim. Essa medida tem o potencial de não apenas estimular exportações, mas também atrair investimentos e aliviar os desafios econômicos enfrentados por diversas nações africanas.
A informação foi divulgada pelo Global Times, que ouviu o ex-ministro etíope Arkebe Oqubay. Segundo ele, a iniciativa representa uma oportunidade inestimável para a modernização industrial e a redução da pobreza no continente. Oqubay ressaltou que, em um contexto global de crescente protecionismo e taxas elevadas impostas por potências econômicas, a isenção tributária chinesa deve favorecer as exportações africanas, melhorar a balança comercial e diversificar as relações comerciais bilaterais.
“A medida beneficiará diretamente agricultores e setores dependentes da agricultura, que constituem a principal fonte de renda para milhões de famílias”, acrescentou. O ex-ministro também destacou que o aumento nas exportações pode fortalecer a capacidade de crescimento dos países africanos e auxiliar no combate à pobreza.
A partir de 1º de maio de 2026, a China implementou a tarifa zero para 20 nações africanas não classificadas como países menos desenvolvidos, além das 33 nações PMDs que já disfrutavam dessa vantagem desde dezembro de 2024. Com essa política, a China se torna a primeira grande economia a oferecer isenção tarifária unilateral a todos os países africanos com associações diplomáticas.
O primeiro lote de produtos, com 24 toneladas de maçãs sul-africanas, já chegou à China sob o novo regime. Oqubay acredita que as primeiras melhorias devem ser notadas em setores como agricultura, pecuária, horticultura e mineração, incluindo a extração de minerais críticos e metais preciosos.
Além disso, ele argumentou que o acesso amplo ao mercado chinês pode significar um reforço para a manufatura, agricultura e mineração na África, além de aliviar a pressão sobre as contas nacionais e a escassez de divisas. Essa política, segundo Oqubay, é um passo significativo para aumentar a capacidade produtiva do continente.
A decisão foi saudada por líderes africanos como um impulso à cooperação Sul-Sul em um cenário global marcado por crises e crescente isolacionismo. Para a China, a abertura de mercados consolida a parceria com o continente, fortalece a colaboração em áreas como energia sustentável e contribui para a estabilidade e o desenvolvimento conjunto na África.
A nova política comercial da China, ao mesmo tempo que representa uma oportunidade promissora para as economias africanas, reafirma a relevância do multilateralismo em tempos de desafios globais.
