Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo: "Vacinar é muito Brasil"
O Ministério da Saúde do Brasil lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo, com o chamativo slogan “Vacinar é muito Brasil”. A iniciativa tem como objetivo primordial evitar a importação de casos da doença durante a Copa do Mundo da FIFA 2026, que será sediada nos Estados Unidos, México e Canadá. O foco são os brasileiros que planejam viajar para assistir aos jogos, considerando que esses países enfrentam surtos ativos da doença.
A campanha visa conscientizar a população sobre a importância da imunização, não apenas como uma medida individual de proteção, mas também como uma estratégia coletiva diante das preocupações epidemiológicas internacionais. O Ministério da Saúde busca, com essa ação, proteger todos os viajantes brasileiros e mitigar o risco de reintrodução do vírus no território nacional.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a urgência dessa vacinação. "Atualmente, países como Estados Unidos, Canadá e México estão enfrentando um aumento significativo de casos de sarampo. No ano passado, 90% dos casos no continente americano ocorreram nessas nações. Aqui no Brasil, registramos 38 casos importados relacionados a turistas ou residentes que viajaram para lá. Não houve uma propagação interna devido ao trabalho eficaz dos nossos agentes de saúde, que detectaram e controlaram os casos", afirmou Padilha.
O lançamento da campanha ocorreu no dia 29 de abril, na Fundação Gol de Letra, no Rio de Janeiro, com a presença do tetracampeão mundial Raí, um dos fundadores da instituição.
A vacina contra o sarampo é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independentemente de viagens programadas. Crianças entre 6 e 11 meses devem receber a chamada “dose zero”, enquanto o público de 12 meses a 29 anos necessita de duas doses. Adultos entre 30 e 59 anos devem se vacinar com uma dose.
O Ministério recomenda que todos os viajantes atualizem suas cadernetas de vacinação conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação antes de embarcar. "A vacina é a forma mais eficaz de proteção e de evitar a reintrodução do vírus no país. Inclusivamente, aqueles que permanecem no Brasil devem checar sua imunização. O apelo é para que todos colaborem na manutenção de um título importante: ser um país livre de sarampo", reforçou a nota oficial do Ministério.
Recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso importado de sarampo na capital. O paciente, um homem de 42 anos com histórico vacinal, é residente na Guatemala. No total, em 2024, o estado já registrou dois casos importados.
Importante ressaltar que os Estados Unidos, Canadá e México concentram 67% dos casos de sarampo notificados nas Américas nos últimos anos. Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos, com a transmissão ainda ativa, somando mais 1.792 casos este ano. O Canadá, que perdeu o status de país livre da doença, teve 5.062 registros em 2025 e já contabiliza 907 em 2026. O México, que registrou apenas 7 casos em 2024, viu um aumento exponencial, saltando para 6.152 em 2025 e já contabilizando 10.002 casos neste ano.
Com o cenário alarmante, a mobilização em torno da vacinação se mostra vital para proteger o Brasil e sua população.
