Banco da Amazônia encerra 2025 com lucro de R$ 1,1 bilhão e crescimento expressivo na carteira de crédito
O Banco da Amazônia registrou um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão ao final de 2025, apresentando uma sólida alta de 20,4% na sua carteira de crédito, que totalizou R$ 66,8 bilhões. Este desempenho robusto é resultado da ampliação das receitas e da diversificação de serviços, em um contexto econômico de maior restrição.
No quarto trimestre de 2025, o banco alcançou um lucro líquido de R$ 305,5 milhões, representando um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a instituição, esse resultado foi obtido em meio a pressões sobre custos e riscos, o que demandou adaptações nos processos e uma gestão ainda mais rigorosa.
Luiz Lessa, presidente do banco, afirmou que, apesar das dificuldades do ano passado, a instituição se manteve resiliente e planeja para 2026 transformações institucionais focadas no apoio ao cliente. “Conseguimos bons resultados em um ano desafiador, e continuamos otimistas, principalmente com as transformações no banco, incluindo a modernização do nosso canal digital”, disse Lessa. Segundo ele, esforços como a entrada no setor de adquirência e cartões de crédito podem potencializar ainda mais as receitas.
Entre os principais destaques do ano, a carteira de crédito teve um crescimento expressivo, evidenciando a capacidade do banco de operar na Região Norte. Lessa enfatizou a demanda crescente por novos projetos na região e o desenvolvimento do agronegócio e das cidades locais.
As receitas totais do banco tiveram um aumento de 22,3% no período, impulsionadas principalmente pela intermediação financeira. A margem financeira bruta cresceu 17,6%, refletindo um aumento de 31% nas rendas de crédito, além de um desempenho positivo da tesouraria, que registrou uma alta de 39%.
Digitalização e diversificação
Em 2025, o Banco da Amazônia direcionou esforços significativos para a digitalização de serviços e a diversificação de produtos. Isso incluiu a expansão da base de clientes, que ultrapassou 1,2 milhão, com um crescimento de 15,6% no segmento de pessoa jurídica, indicando uma maior inserção no mercado empresarial.
O Programa Transformação trouxe melhoras operacionais, modernizando processos e ampliando a eficiência, com foco na digitalização, que agora concentra a maior parte das transações.
Foco em sustentabilidade e cultura
O banco também se comprometeu a aliar desenvolvimento econômico com ações sociais e sustentáveis. As contratações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) aumentaram cerca de 100%, totalizando R$ 2,7 bilhões. O microcrédito produtivo cresceu 142%, apoiando pequenos empreendedores. Além disso, o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) registrou um crescimento de 31% nas operações.
Em 2025, a instituição inaugurou o Centro Cultural Banco da Amazônia em Belém, com o objetivo de promover a cultura e a economia criativa, além de apoiar artistas regionais.
Visibilidade internacional e parcerias
O Banco da Amazônia também intensificou sua atuação em pautas climáticas, participando ativamente da COP30 em Belém (PA). Durante a conferência, foram firmadas parcerias com instituições como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Banco Mundial, com foco no financiamento sustentável e na transição energética na Amazônia.
Conclusão
O Banco da Amazônia se reafirma como a principal instituição financeira de fomento da Região Norte, operando o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e promovendo inovações voltadas para o desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia Legal.
