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Para se firmar como alternativa regional, Pix deve romper laços com o SWIFT, afirma especialista.

Para se firmar como alternativa regional, Pix deve romper laços com o SWIFT, afirma especialista.

21 de abril de 2026

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Claro! Aqui está uma reescrita do texto em um estilo mais jornalístico, considerando a experiência de 20 anos na área:


Instabilidade Política na América do Sul e a Criação de um Sistema de Pagamento Regional: Análise Especializada

Recentemente, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, expressou seu desejo de implementar um sistema de pagamento inspirado no modelo brasileiro, o Pix, incentivando uma colaboração próxima com o Brasil. Em suas declarações nas redes sociais, Petro destacou que este modelo representa uma alternativa econômica mais eficiente para o sistema financeiro internacional.

Durante uma entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, o economista Daniel Santos Kosinski, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), apontou que a discussão em torno do controle de transações financeiras frequentemente ignora a natureza informativa dessas operações. Ele enfatizou que, além de facilitar pagamentos, o sistema pode coletar dados significativos sobre os hábitos de consumo e a dinâmica social de uma nação.

Kosinski ressaltou ainda que, apesar das vantagens, a transformação do Pix em uma alternativa viável no âmbito regional enfrenta desafios notáveis. Adependência atual do sistema tradicional financeiro, principalmente em relação aos bancos que operam dentro da rede SWIFT, pode limitar sua expansão. "Para fruir plenamente as vantagens do sistema, será necessário criar uma infraestrutura alternativa que permita transações internacionais sem a intermediação do SWIFT, um passo que enfrenta resistência significativa por parte dos bancos tradicionais", afirmou Kosinski.

Adicionalmente, a falta de vontade política é um fator crítico que dificulta o avanço dessa proposta. Kosinski observou que as frequentes mudanças nas orientações governamentais em países da América Latina geram um cenário instável, complicando esforços de integração regional.

A professora Maria Elena Rodríguez, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), reforçou que um sistema de pagamento sul-americano poderia reduzir a burocracia, dinamizar os mercados e promover a integração econômica. No entanto, ela também indicou que a vontade política para a implementação de tal sistema é incerta. "Embora haja uma clara vantagem econômica, a falta de comprometimento político ainda predomina entre as nações da região", ponderou.

Apesar dos desafios, ela destacou a iniciativa da Colômbia, que já desenvolveu um modelo similar ao Pix, conhecido como Bre-B, que opera como um hub de conexão entre redes privadas de pagamento.

Finalizando, Rodríguez alertou que o interesse da Colômbia em alinhar seus sistemas de pagamento com o Brasil pode ser visto sob uma ótica geopolítica, representando não apenas uma aliança econômica, mas também um potencial desafio aos interesses dos Estados Unidos na região. "As declarações de Petro serão interpretadas como um movimento audacioso, que poderá suscitar retaliações", concluiu.


Esse texto condensa as informações principais, mantendo um tom objetivo e informativo, adequado ao estilo jornalístico.



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