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Conselho de Ética da Câmara abre processo contra deputado por suspeita de “rachadinha” no gabinete.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu pela abertura de um processo contra o deputado André Janones (Avante-MG) no último dia 13. A investigação está relacionada a uma suposta prática de esquema de desvio de parte dos salários de assessores em seu gabinete, conhecida como “rachadinha”. A representação que levou à abertura do processo foi feita pelo Partido Liberal (PL) e, se comprovadas, as acusações podem resultar na cassação do mandato do deputado.

As suspeitas vieram à tona após a divulgação de áudios nos quais o parlamentar solicita o repasse de parte dos salários de seus assessores para ajudar a cobrir despesas de campanhas eleitorais. Esses áudios foram amplamente divulgados pela imprensa, atraindo a atenção do público e das autoridades competentes.

Na semana passada, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para apurar o caso, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após o recebimento de notícias-crime protocoladas por oposicionistas de Janones, a PGR decidiu agir e solicitar a investigação do parlamentar.

No âmbito da Câmara dos Deputados, após a decisão do Conselho de Ética de abrir o processo contra o deputado, um relator deve ser designado pelo presidente do colegiado, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA), a partir de uma lista tríplice escolhida por sorteio. Após a escolha do relator, um parecer preliminar sobre a continuidade ou não do processo deverá ser produzido e votado novamente no Conselho. Somente em caso de aprovação é aberta a fase de investigação, com possível coleta de provas. O processo tem um prazo de 90 dias para conclusão.

Ao final, o colegiado deve decidir pela absolvição ou punição do deputado, o que pode incluir sanções que vão desde a advertência à suspensão e cassação do mandato. Neste caso, a decisão deve ser submetida ao aval do plenário.

Por meio de suas redes sociais, o deputado Janones negou qualquer irregularidade e justificou o áudio em que aparece pedindo recursos a assessores, afirmando se tratar de uma “vaquinha” voluntária para cobrir gastos de campanha. Acompanharemos atentamente o desenrolar deste caso de interesse público e seus desdobramentos no campo político.

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