Empresas petrolíferas se comprometem com pacto de redução de emissões e investimento em energias renováveis até 2050.
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O documento prevê que as empresas atinjam operações neutras em termos de carbono até 2050, acabando com a queima de gás até 2030 e reduzindo as emissões de metano para quase zero. Além disso, o pacto prevê o investimento em energias renováveis, combustíveis com baixo teor de carbono e tecnologias de emissões negativas.
No entanto, organizações ambientalistas criticaram a carta por não fazer menção à eliminação do uso de combustível fóssil em algum momento. O líder de Mudanças Climáticas da WWF-Brasil, Alexandre Prado, enfatizou que a iniciativa das petrolíferas é insuficiente, limitada à redução de emissões de exploração de petróleo e gás, sem nenhuma menção à eliminação gradual de combustíveis fósseis.
Por outro lado, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, divulgou um vídeo no qual expôs o plano da empresa para se valer de créditos de carbono para alcançar a compensação por suas emissões. Prates ressaltou a importância de entender que o mundo não pode parar de usar petróleo de um dia para o outro e que é necessário uma transição energética gradual.
O comunicado oficial da COP28 destacou a importância de todas as empresas reconhecerem sua responsabilidade na ação climática e de se concentrarem na redução das emissões. Apesar das críticas de organizações ambientalistas, o pacto representa um avanço significativo para o setor petrolífero global na busca por operações mais sustentáveis e com menores impactos ambientais.