Marcha Trans e Travesti no Rio denuncia péssimas condições de vida provocadas pela transfobia e exige políticas públicas para reversão.
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A manifestação teve início na Candelária e percorreu a Avenida Rio Branco até a Cinelândia, uma área tradicional para protestos políticos e culturais. O diretor da marcha, Gab Van, destacou a importância do ato para dar visibilidade à comunidade trans e travesti, classificando o protesto como um espaço de organização da luta desse grupo. Além disso, Van ressaltou que “sonhar dá sentido à luta”, definindo a marcha como um ato de resistência feito por e para pessoas trans.
A presença de figuras públicas também marcou o evento. Dani Balbi, primeira mulher trans a ser eleita deputada estadual no Rio de Janeiro, participou do ato, enfatizando a importância da marcha para ecoar as pautas contra os assassinatos de pessoas trans e travestis e buscar equidade de oportunidades.
A presidente da ONG Pela Vidda, Maria Eduarda, destacou que a sociedade vive um momento “antitrans”, mencionando a existência de 69 projetos antitrans tramitando. “Querem proibir a gente de casar, querem proibir a gente de amar, mas não conseguirão”, afirmou Eduarda. Além disso, ressaltou a importância de garantir o básico: comida na mesa e oportunidades para esse grupo.
O protesto reuniu participantes de todo o estado do Rio de Janeiro e até de outras regiões do Brasil, mobilizando homens e mulheres trans e travestis, além de pessoas não binárias. A marcha foi marcada por discursos que buscavam chamar atenção para a violência, discriminação e falta de oportunidades enfrentadas diariamente por essa comunidade.