O suspeito do ataque em creche de SC opta pelo silêncio durante o julgamento, sem prestar esclarecimentos.

A defesa alega que o réu sofre de esquizofrenia paranoide, o que o tornaria incapaz de compreender a gravidade de seus atos. O assistente técnico da defesa destacou que Mai não reconhece sua condição de doente, recusando-se a tomar a medicação prescrita pelos médicos. Além disso, apresenta uma compreensão distorcida da realidade, resultado de supostos episódios de bullying na escola.
Por outro lado, a acusação afirma que o réu possui retardo mental leve e transtorno de personalidade, o que não o tornaria inimputável. A acusação baseia-se no planejamento detalhado do crime e na mudança do depoimento de Mai, que inicialmente relatou o crime com riqueza de detalhes e depois alegou não se lembrar do ocorrido. O Ministério Público também utilizou como prova as pesquisas feitas pelo acusado na internet, buscando informações sobre armas, técnicas de assassinato e massacres em escolas.
Durante o julgamento, os pais de uma das vítimas afirmaram que o réu não poderá pagar pelo que fez, independentemente do tempo de prisão. O júri continua em andamento e está previsto para encerrar no dia seguinte (10), com o interrogatório do réu.
Para garantir a segurança, as ruas próximas ao fórum foram fechadas para carros e foi montado um esquema de segurança com policiais penais e militares. As famílias e colegas das vítimas estiveram presentes no local, pedindo por justiça e relembrando as vítimas. O julgamento é presidido pelo juiz Caio Lemgruber Taborda e o conselho de sentença é composto por seis mulheres e um homem.
O crime ocorreu em maio de 2021, quando o réu entrou na creche usando uma adaga que havia comprado pela internet. Duas funcionárias da creche e três crianças foram mortas, além de uma criança gravemente ferida. O réu teria tentado se matar após o ataque e foi detido.
O julgamento continua e mais depoimentos e testemunhas serão ouvidos. A acusação busca condenar o réu por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.