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Numa análise profunda da trajetória política de Donald Trump, é possível perceber que sua imagem como aliado dos trabalhadores americanos se trata de uma fraude cínica e perigosa. Trump sempre foi conhecido por seu histórico duvidoso como empresário, deixando um rastro de prejuízos financeiros para investidores, estudantes e empreiteiros. No entanto, durante sua campanha presidencial atual, o presidente dos Estados Unidos tem promovido produtos questionáveis, como tênis dourados superfaturados e Bíblias Trump impressas na China.
A estratégia de autopromoção de Trump como um republicano diferente, mais próximo da classe trabalhadora, tem sido eficaz até o momento. Contudo, episódios recentes, como o comício no Madison Square Garden em Nova York, que incluiu comentários racistas, ameaçam minar esse apoio nas últimas fases da campanha.
Do ponto de vista econômico, é fundamental destacar que Trump ampliou a política antilaboral e pró-plutocrata já presente no Partido Republicano. Enquanto os democratas defendem um sistema de impostos mais progressivo, beneficiando os menos favorecidos, Trump propôs cortes de impostos que ampliam a desigualdade e privilegiam os mais ricos.
Tanto Trump quanto a candidata democrata Kamala Harris apresentam propostas fiscais distintas, refletindo a ideologia de seus respectivos partidos. Enquanto Trump tende a aumentar impostos para a maioria da população, beneficiando os mais abastados, Harris busca uma política para reduzir a desigualdade e promover a justiça social.
Se Trump for reeleito, sua agenda anti-trabalhador pode se intensificar, prejudicando as camadas mais vulneráveis da sociedade. É fundamental que os eleitores compreendam os impactos dessas propostas fiscais e rejeitem a retórica falsa que Trump tem propagado ao longo de sua carreira.