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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por recomendação médica, optou por não participar pessoalmente da reunião dos Brics e irá se juntar ao evento por videoconferência. A decisão foi tomada após um acidente doméstico que o presidente sofreu, resultando em pontos na cabeça.
Lula, que passa bem, será representado na delegação brasileira pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Este último se encontrou com o presidente para discutir a situação antes de embarcar para Kazan, local da reunião.
Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, Lula não poderá realizar viagens de avião de longa duração temporariamente, por isso a opção pela videoconferência. Mesmo assim, ele manterá sua agenda de trabalho em Brasília durante a semana e participará ativamente da cúpula dos Brics virtualmente. Esta será a primeira vez que Lula não estará presente fisicamente em um evento deste tipo desde que assumiu a Presidência da República.
A reunião em Kazan marcará a presença de mais de 20 líderes internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres. O encontro acontece em meio a tensões globais, como a guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio.
O Kremlin destacou a importância do encontro para a construção de uma ordem mundial mais justa, reunindo representantes do Sul e do Leste globais. A presença de líderes de países como China, Rússia, Índia, Brasil, África do Sul e agora os novos membros Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Egito e Irã, demonstra a relevância do grupo dos Brics no cenário internacional.
A ausência do príncipe herdeiro da Arábia Saudita e a representação do país por seu ministro das Relações Exteriores indicam possíveis indecisões quanto à adesão ao grupo dos Brics. A Argentina, por sua vez, recusou o convite após mudanças políticas em seu governo.
Apesar de participar remotamente, Lula terá encontros bilaterais com líderes como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente da China, Xi Jinping, e do Irã, Masoud Pezeshkian. A reunião dos Brics promete ser um marco para a cooperação internacional e para a consolidação de parcerias estratégicas entre os países membros.