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Ataque a tiros contra ativista LGBTQIAP+ em São Paulo gera investigação policial e levanta suspeitas de motivação transfóbica.

Suspeito estava em motocicleta e teria simulado uma colisão contra o veículo de Áquilla. Segundo relatos, após a suposta batida, a vítima desceu do automóvel para prestar socorro, momento em que o suspeito efetuou disparos e fugiu. Os tiros atingiram o carro, mas felizmente Áquilla e seu assessor não foram atingidos.

Áquilla alegou que desceu do veículo para auxiliar o homem, acreditando em um acidente. Em uma entrevista à TV, ela contou: “Passou uma moto por mim, bateu no meu retrovisor e parou no acostamento. Levei um susto e parei imediatamente no acostamento pra prestar socorro para o cara e saber se estava tudo bem. Ele veio no acostamento na contramão em direção ao meu carro. Do nada ele chegou perto do meu carro e começou a acelerar, mas aquela aceleração ensurdecedora, um barulho muito alto, e junto vi o movimento de sacar uma arma. E quando eu me abaixei ele deu o primeiro tiro, que estourou o vidro do meu carro”.

A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar o ataque a tiros. Em comunicado, a Secretaria de Segurança Pública do estado informou que a perícia foi acionada e o caso foi registrado como tentativa de homicídio no 73° Distrito Policial (Jaçanã). “As autoridades estão realizando diligências para identificar o autor e esclarecer o caso”, diz a SSP.

Mulher trans, Áquilla atribui os ataques à sua atuação em defesa dos direitos da comunidade LGBTQIAP+. Em suas palavras: “Eu tenho recebido muitas ameaças porque eu combato a transfobia e a lgbtfobia, eu defendo a comunidade. Eu já pedi escolta às autoridades e ninguém acreditou em mim. Estão esperando o quê, que eu seja morta como quase aconteceu hoje?”.

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