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Seca extrema afeta turismo em Alter do Chão, o “Caribe da Amazônia”, com nível do rio Tapajós sendo o menor desde 1995.

Impactos da Seca em Alter do Chão

Pelo segundo ano consecutivo, a seca extrema atinge a região Norte do Brasil, afetando diretamente o balneário de Alter do Chão, conhecido como o “Caribe da Amazônia”. Localizado no distrito de Santarém, no oeste do Pará, Alter do Chão tem enfrentado desafios significativos devido ao baixo nível do rio Tapajós, que atingiu a marca de 91 centímetros, o menor registro desde 1995, ano em que começou a medição oficial.

Comparado ao cenário drástico de 2010, considerado o ano da seca mais intensa até então, quando o nível do rio ficou em 2 metros, a situação atual é ainda mais preocupante, conforme dados da Defesa Civil do município. Os impactos dessa estiagem severa estão sendo sentidos de maneira direta na economia local, uma vez que Alter do Chão, com cerca de 12 mil habitantes, depende fortemente do turismo como principal atividade econômica.

Os barqueiros, conhecidos como catraieiros, que realizam o transporte de turistas na região, já suspenderam suas atividades devido à falta de água no canal que liga a vila à famosa Ilha do Amor. Essa situação tem gerado desemprego e impactado significativamente a vida dos moradores locais. Além disso, a seca também tem ocasionado a mortandade de peixes e tartarugas no lago do centro de apoio ao turista, evidenciando o grave problema ambiental que está em curso em Alter do Chão.

A situação crítica de escassez hídrica foi oficialmente declarada no trecho baixo do rio Tapajós, entre Itaituba e Santarém, pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), ressaltando a urgência das medidas de controle e prevenção. Líderes locais, como o cacique Rosivaldo Maduro, destacam os impactos econômicos diretos da seca na vila, ressaltando a necessidade de ações emergenciais para mitigar os prejuízos.

O presidente da Associação de Turismo Fluvial de Alter do Chão (Atufa), Elton Charles, ressalta a tentativa de adaptação da comunidade diante da situação extrema, buscando soluções junto às comunidades locais. No entanto, os desafios são evidentes, e os moradores e trabalhadores da região estão enfrentando dificuldades para manter suas atividades econômicas.

A seca em Alter do Chão não é apenas um fenômeno natural, mas também é agravada por ações humanas, como o desmatamento e a contaminação dos recursos hídricos. A população local clama por soluções urgentes e medidas efetivas para enfrentar os desafios apresentados pela falta de água e os impactos na economia e no meio ambiente.

Diante desse cenário preocupante, autoridades como o governador Helder Barbalho (MDB) e o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (União Brasil), têm decretado situação de emergência nas regiões afetadas, buscando mobilizar esforços e recursos para amenizar os efeitos da seca. O momento é de união e solidariedade para enfrentar essa crise e encontrar soluções sustentáveis para preservar a beleza e a vida em Alter do Chão.

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