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Julgamento dos assassinos de Marielle Franco inicia com depoimento emocionante de ex-assessora sobrevivente

Durante o julgamento dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz nesta quarta-feira (30), no 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a ex-assessora da vereadora Marielle Franco, Fernanda Chaves, fez questão de ressaltar que a presença da parlamentar continua viva mesmo após sua morte. Fernanda, que sobreviveu ao ataque que resultou na morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes em março de 2018, afirmou que a defesa das bandeiras da vereadora não foi interrompida.

Segundo Fernanda, mesmo sem a presença física de Marielle, sua essência e significado permanecem intactos. As pessoas que planejaram e executaram o ataque não conseguiram deter o legado deixado pela vereadora. Fernanda lembrou como foi o dia dos assassinatos, relatando que Marielle estava cansada e preferiu ficar no banco de trás do carro no momento em que foram alvejadas pelos tiros.

Fernanda revelou ainda o impacto que a morte de Marielle teve em sua vida, levando-a a se mudar para a Espanha com a família com a proteção da Anistia Internacional. Mesmo ao retornar ao Brasil, sua rotina e suas perspectivas foram drasticamente alteradas.

A jornalista também destacou o compromisso de Marielle com questões sociais e de direitos humanos, além de sua determinação em enfrentar os obstáculos impostos pela sociedade. Fernanda descreveu a vereadora como alguém cheia de amor, que buscava viver intensamente e valorizava a experiência de todas as pessoas.

Ao final de seu depoimento, a juíza permitiu perguntas por parte dos jurados e da defesa, mas nenhum deles se manifestou. A importância e o legado de Marielle Franco continuam sendo reverenciados, mesmo após sua trágica morte, e sua presença é sentida por todos aqueles que foram tocados por sua luta e dedicação à causa dos direitos humanos.

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