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Apatia eleitoral ameaça regime teocrático do Irã em eleição antecipada e inédita com candidatos conservador e moderado.




Desafio Eleitoral no Irã

Teocracia no Irã enfrenta apatia do eleitorado em meio a eleições inéditas

Nesta sexta-feira (4), a teocracia que governa o Irã desde a revolução de 1979 enfrenta um desafio significativo: a apatia do eleitorado diante do segundo turno das eleições convocadas devido à morte do presidente Ebrahim Raisi em um acidente de helicóptero em maio.

Os candidatos Saeed Jalili e Masoud Pezeshkian, representantes de campos rivais dentro do regime islâmico, disputam a preferência dos eleitores em um cenário marcado pela baixa participação nas eleições anteriores.

O líder supremo Ali Khamenei expressou preocupação com o “comparecimento menor do que o esperado” no primeiro turno, que registrou o menor índice de participação desde a criação da República Islâmica.

Além disso, o descontentamento popular se manifestou de forma notável com a morte de Mahsa Amini na prisão por não cumprir regras religiosas, desencadeando protestos no país.

Diante de um cenário de desgaste interno e pressões externas, o Irã se vê no meio de conflitos regionais, como a guerra entre Israel e Hamas, o que aumenta a incerteza sobre os rumos políticos do país.

O segundo turno das eleições coloca em disputa a visão conservadora de Jalili e a postura moderada de Pezeshkian, representando um embate por um futuro incerto em um cenário de crescente instabilidade.

Os desafios políticos e sociais que o Irã enfrenta são reflexo de um regime envelhecido e cada vez mais contestado, com consequências imprevisíveis para a região e para a comunidade internacional.


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