
Em recente declaração, o presidente Nicolás Maduro acusou o governo brasileiro de exercer um poder de veto imoral e negado aos princípios da Celac e da Unasul. Maduro afirmou que tanto a vice-presidente Delcy Rodríguez quanto o chanceler Yvan Gil teriam mantido diálogos com representantes do Itamaraty, que teriam afirmado não vetar a Venezuela. No entanto, o presidente Maduro alega que um funcionário brasileiro, identificado como Eduardo Saboya, declarou diretamente que o Brasil veta a Venezuela, gerando descontentamento por parte do líder venezuelano.
Maduro ainda criticou a diplomacia brasileira e mencionou a importância da observação do ex-presidente Lula sobre o assunto. Ele ressaltou a necessidade de respeito aos princípios da Celac e Unasul, enfatizando a falta de coesão nos diálogos diplomáticos entre Brasil e Venezuela.
Perda de Confiança
Essas tensões entre os dois países surgiram após a falta de transparência na eleição presidencial venezuelana de julho passado. A reeleição de Nicolás Maduro foi contestada devido à ausência de apresentação das atas que comprovem a vitória do presidente. As críticas à entrada da Venezuela nos Brics se baseiam na perda de confiança em relação ao regime político do país sul-americano.
Após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Embaixada do Brasil em Caracas foi reaberta, e Glivânia Oliveira assumiu como embaixadora do Brasil na Venezuela em fevereiro deste ano, restabelecendo as relações bilaterais entre os dois países.