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Comissão do Vaticano pede unificação de políticas de indenização para vítimas de abuso sexual clerical em relatório anual.

A Igreja Católica vem enfrentando desafios complexos relacionados aos casos de abuso sexual por parte do clero, e a Comissão de Proteção à Criança do Vaticano destacou a necessidade de unificar as políticas de indenização às vítimas. Em seu primeiro relatório anual, divulgado recentemente, a comissão ressaltou a importância da compensação financeira como um compromisso concreto com a jornada de cura das vítimas.

Por décadas, a Igreja tem sido abalada por escândalos envolvendo padres pedófilos e o encobrimento de seus crimes, o que afetou sua credibilidade e gerou custos significativos em acordos. A comissão destacou que a indenização não é apenas financeira, mas também envolve o reconhecimento dos erros, desculpas públicas e outras formas de proximidade com as vítimas e suas comunidades.

Além disso, o relatório apontou a necessidade de maior transparência, com acesso mais amplo das vítimas aos documentos relacionados aos seus casos. Outras recomendações incluem uma divisão mais clara das funções entre os departamentos do Vaticano que lidam com abusos e uma punição mais eficaz dos infratores.

O papa Francisco tem enfrentado críticas em relação à resposta da Igreja aos casos de abuso, especialmente durante sua visita à Bélgica, onde autoridades locais pediram ações mais concretas em favor das vítimas. A cúpula do Vaticano, que reuniu bispos de todo o mundo, resultou em um texto final pedindo desculpas pela dor causada às vítimas de abusos sexuais por parte do clero.

A comissão antiabuso do Vaticano foi criada pelo papa Francisco em 2013 e é a primeira do gênero. No entanto, ela tem sido criticada por sobreviventes de abusos que alegam falta de efetividade nas reformas para proteger as crianças. O relatório divulgado reforça a necessidade de ações mais concretas e eficazes para lidar com os casos de abuso dentro da Igreja Católica.

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