Governo apresenta contraproposta aos servidores da educação em meio a greve que atinge mais de 560 unidades de ensino

Além dos reajustes salariais, os TAEs também receberam aumentos nos auxílios-alimentação, saúde e creche, com percentuais que chegam a 118% e 51%, respectivamente. No entanto, a proposta não atendeu totalmente às demandas dos servidores em greve, que pedem a recomposição salarial ainda este ano, o que não foi aceito pelo governo até o momento.
A greve, que já atinge mais de 560 unidades de ensino em 26 unidades federativas, começou em meados de março para os técnicos e em meados de abril para os professores. Em uma sala na Esplanada dos Ministérios, a reunião entre o governo e os sindicatos Sinasefe e Fasubra Sindical está em andamento, discutindo os termos da contraproposta apresentada.
Apesar das negociações em andamento, a divisão entre as entidades sindicais ainda se faz presente. No fim de maio, um acordo assinado entre o MGI e a Proifes, sem o aval das demais entidades representativas, causou polêmica e provocou uma divisão nas categorias. A decisão liminar da Justiça Federal de Sergipe anulou o acordo, alegando falta de representatividade das demais entidades.
Nesta segunda-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego concedeu o registro sindical à Proifes, o que gerou controvérsias e críticas por parte do Sinasefe, que alegou falta de legitimidade na representação docente da entidade. Enquanto as negociações continuam em busca de um consenso, a situação segue em constante evolução. Vamos acompanhar de perto os desdobramentos dessa matéria em atualização.