
O mito derrotado: Bolsonaro perde em várias capitais brasileiras
No último domingo, o presidente Jair Bolsonaro viu suas apostas políticas serem derrotadas nas eleições municipais. Dos candidatos que seguem sua ideologia, apenas Abilio Brunini saiu vitorioso em Cuiabá. Entretanto, Bolsonaro viu seus aliados serem derrotados em Belém, com Éder Mauro, em Curitiba, com Cristina Graeml, em João Pessoa, com Marcelo Queiroga, em Manaus, com Capitão Alberto, em Palmas, com Janad Valcari, em Porto Velho, com Mariana Carvalho, em Goiânia, com Fred Rodrigues, em Fortaleza, com André Fernandes, e em Belo Horizonte, com Bruno Engler.
Apenas Emília Correa (PL) venceu em Aracaju, mas sem associação direta à figura de Bolsonaro durante a campanha. Já a vitória de Ricardo Nunes, em São Paulo, não é creditada ao presidente. Questionado sobre a lealdade a Bolsonaro, Nunes apresenta opiniões próprias.
O centrão, após vencer a esquerda no primeiro turno, agora derrotou o bolsonarismo no segundo turno das eleições municipais.
Esses resultados evidenciam não só a força das emendas parlamentares direcionadas pelo Congresso Nacional, mas também colocam em dúvida o papel de Bolsonaro como principal cabo eleitoral da direita. Enquanto isso, Lula conta com um apoio consolidado e não enfrenta obstáculos legais significativos.
Com Bolsonaro inelegível por oito anos, surgem questionamentos sobre sua liderança na direita política. Ele enfrentou de frente possíveis presidenciáveis como Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, viu Tarcísio de Freitas ganhar destaque em São Paulo, e se deparou com um Pablo Marçal que cativou parte do eleitorado de extrema direita, mesmo sendo apoiado por deputados bolsonaristas, inclusive. Até mesmo dentro do PL, partido aliado, Bolsonaro enfrenta críticas.
Na política, o que importa é a perspectiva de poder no futuro. E, cada vez mais, Bolsonaro parece estar perdendo essa perspectiva.