Torcida organizada do Palmeiras nega participação em emboscada que resultou na morte de torcedor do Cruzeiro em SP

A principal torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Alvi Verde, emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira (28) negando veementemente qualquer participação no ataque. A Mancha Alvi Verde repudiou a violência e manifestou solidariedade à família da vítima, enfatizando que não compactua com ações que vão contra os princípios de respeito e paz que promovem e defendem.
Porém, vídeos que circulam nas redes sociais indicam que a emboscada pode ter sido uma retaliação a um ataque anterior cometido por torcedores do Cruzeiro contra palmeirenses em 2022. A situação é ainda mais preocupante, uma vez que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) está empenhado em identificar os responsáveis pelos crimes de homicídio, incêndio, associação criminosa e lesão corporal.
O procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, também se pronunciou nas redes sociais, deixando claro que os responsáveis por esses atos de violência devem ser identificados e punidos exemplarmente. O Ministério Público de São Paulo está colaborando com as investigações para garantir a segurança dos torcedores e a convivência pacífica entre as torcidas.
O mundo do futebol está em luto pela morte de José Victor de Miranda e clama por justiça. É inaceitável que rivalidades entre torcidas extrapolem os limites do campo e resultem em tragédias como essa. É fundamental que as autoridades ajam com rigidez e responsabilidade para coibir qualquer forma de violência no esporte e na sociedade como um todo.