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Francis Ford Coppola: O Sonho Inalcançável de Megalópolis
O renomado cineasta Francis Ford Coppola sempre foi conhecido por suas grandes paixões e ambições no universo cinematográfico. No entanto, nem sempre suas ideias grandiosas conseguem se concretizar devido às limitações materiais e temporais. Um exemplo disso é o projeto “Megalópolis”, um sonho acalentado por Coppola desde os anos 1980, que acabou se perdendo ao longo dos anos sem chegar à materialização esperada.
Para os fãs do diretor, a descoberta de que um projeto tão aguardado como esse possuía ideias pouco inovadoras e ingênuas foi decepcionante. A proposta de estabelecer um paralelo entre o império americano atual e o romano antigo já havia sido explorada de alguma forma por Federico Fellini, em filmes como “A Doce Vida” e “Satyricon”. Fellini, ao confrontar uma Roma capitalista com a Roma pré-cristã, deixou uma marca lírica e visualmente marcante, porém sem uma mensagem concreta ao público.
Coppola, por sua vez, aposta no poder da arte para transformar o mundo, como evidenciado em “Megalópolis”. O filme, repleto de ousadias estéticas e um brilho nos olhos característico do diretor, acaba por falhar na comunicação de sua mensagem fundamental. A proposta de um mundo mais humano, representado pelo protagonista César, não consegue estabelecer uma base política sólida ou uma visão clara do futuro pretendido.
Em meio a críticas à simploriedade do projeto e ao visual extravagante da obra, surge a reflexão sobre a necessidade de mudanças urgentes no mundo para garantir a sobrevivência da humanidade. “Megalópolis” acaba refletindo, de certa forma, a própria complexidade e desafios enfrentados por Coppola na realização de suas ambições cinematográficas.
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