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Especial da Rádio MEC celebra os 120 anos do compositor Capiba, ícone do frevo e da música brasileira. Confira as músicas selecionadas!

No último dia 28 de outubro, a música brasileira celebrou os 120 anos de um dos maiores compositores de frevo do país, Lourenço da Fonseca Barbosa, mais conhecido como Capiba. Natural de Surubim, em Pernambuco, Capiba nasceu em 1904 em uma família de músicos, o que influenciou seu destino na arte sonora desde muito cedo.

A Rádio MEC prestou uma homenagem especial a Capiba, dedicando um programa exclusivo com algumas de suas músicas mais icônicas. O especial apresentou sucessos como “Trombone de Prata”, “Valsa Verde”, “Minha Ciranda”, “Um Pernambucano no Rio”, “A valsa de Paris” e “A mesma rosa amarela”. Essas canções são apenas uma pequena amostra do vasto repertório deixado por Capiba ao longo de sua carreira.

Sua trajetória musical começou cedo, aos oito anos, quando já tocava trompa. Mais tarde, aprendeu piano para acompanhar filmes mudos em cinemas locais. Em 1920, mudou-se para a Paraíba, onde estudou no Liceu Paraibano e jogou futebol profissionalmente antes de se dedicar inteiramente à música. Foi nos anos 1930, ao mudar-se para o Recife, que Capiba conquistou reconhecimento com a composição “É de Amargar”, uma de suas primeiras vitórias no frevo.

Ao longo de sua carreira, Capiba marcou presença na música pernambucana, fundando a Jazz Band Acadêmica em 1950 e colaborando com artistas renomados como Hermeto Pascoal e Sivuca. Sua genialidade ultrapassou as fronteiras do frevo, explorando gêneros como samba, maracatu, guarânia e música clássica.

Com mais de 200 canções registradas, sendo mais de 100 delas no estilo frevo, Capiba deixou um legado que se mantém vivo até hoje. Suas composições são essenciais para o carnaval pernambucano e continuam sendo entoadas nos blocos de Recife e Olinda. Em 1967, recebeu reconhecimento internacional ao ser premiado no Segundo Festival Internacional da Canção com “São os do Norte que Vêm”, em parceria com Suassuna.

Ao falecer em 1997, aos 93 anos, Lourenço da Fonseca Barbosa deixou um legado que transcende gerações, consolidando-se como um dos maiores nomes da cultura pernambucana e da música popular brasileira. Sua contribuição para o cenário musical do país é inestimável, e sua obra continuará a encantar e inspirar futuras gerações de músicos e apreciadores da boa música brasileira.

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