Plenário do Senado aprova Paulo Gonet para procurador-geral da República

Antes da votação em plenário, o indicado passou por uma sabatina que durou quase 11 horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). Neste momento, o candidato recebeu o voto favorável de 23 dos 27 integrantes do colegiado. Além disso, nesta mesma sessão, a CCJ também sabatinou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que foi indicado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Dino teve seu nome aprovado tanto na CCJ quanto em plenário.
A sabatina, que começou por volta das 9h40, foi realizada em sessão conjunta com os dois indicados. Esse formato, decidido pelo presidente da CCJ, gerou críticas de senadores de oposição, mas acabou sendo mantido por Davi Alcolumbre, após a mudança no rito previamente previsto, permitindo que os senadores pudessem fazer as perguntas de forma individualizada e não a cada bloco de três questionamentos, como originalmente estipulado.
Durante sua fala inicial no início da sabatina, Paulo Gonet ressaltou o aspecto técnico de sua formação e enfatizou a pretensão de defender os direitos fundamentais no Brasil, caso seja aprovado para chefiar o Ministério Público Federal. No decorrer da sabatina, Gonet também ponderou sobre os limites da liberdade de expressão.
Paulo Gonet ocupará a vaga aberta com a saída de Augusto Aras. Com 57 anos de idade, Gonet é subprocurador-geral da República e atual vice-procurador-geral Eleitoral, com 37 anos de carreira no Ministério Público. Ele também é cofundador do Instituto Brasiliense de Direito Público e foi diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União, juntamente com o ministro Gilmar Mendes, do STF.