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Uruguai enfrenta desafios na segurança pública e debate sobre invasões noturnas em residências em plebiscito neste domingo

Uruguai em Alerta: Segurança Pública em Debate

Com eleições presidenciais se aproximando no Uruguai, a preocupação com a segurança pública se torna o centro das discussões no país. A violência, embora não atinja níveis alarmantes comparados a regiões vizinhas, é motivo de apreensão para os habitantes uruguaios, que clamam por medidas urgentes para conter o avanço do narcotráfico e garantir a tranquilidade da população.

A insegurança é destacada nas pesquisas eleitorais como a principal preocupação do eleitorado, levando o governo a convocar um plebiscito para mudar a Constituição e permitir que a polícia realize invasões de residências durante a noite, desde que autorizadas judicialmente. Esse projeto, em votação neste domingo, tem gerado debates acalorados entre defensores da medida e especialistas que temem possíveis violações de direitos individuais.

Além disso, o Uruguai enfrenta desafios na segurança em suas fronteiras, especialmente no porto de Montevidéu, utilizado como ponto de escoamento de drogas da América Latina para a Europa. A falta de fiscalização adequada levou o governo a adquirir novos scanners para monitorar as cargas de forma mais eficiente.

Nas fronteiras terrestres, como a compartilhada com o Brasil, o país também enfrenta preocupações com a atuação de facções criminosas como o PCC e Comando Vermelho. A falta de ações conjuntas entre países vizinhos, como Argentina, contribui para o aumento da violência em regiões periféricas.

A média de homicídios no Uruguai tem crescido, e a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes ainda é considerada alta, apesar de ser inferior à registrada no Brasil. A superlotação carcerária também é um problema grave que preocupa especialistas, pois facilita o domínio de facções criminosas dentro das prisões.

Os candidatos presidenciais apresentam propostas semelhantes para lidar com a segurança, incluindo mais câmeras de vigilância, patrulhamento nos bairros e maior coordenação nas fronteiras. A insatisfação popular com a situação se reflete no cenário político, com a lembrança das últimas eleições, onde um partido de linha-dura contra o crime obteve expressiva votação.

O debate em torno do plebiscito para permitir invasões residenciais noturnas ressalta a urgência do Uruguai em encontrar soluções eficazes para garantir a segurança de sua população. A questão permanece como um desafio a ser enfrentado pelo novo governo que será eleito neste pleito.

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