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Maguila: Família confirma doação do cérebro para estudos médicos na USP em luta contra encefalopatia traumática crônica.

Maguila: Ídolo do Boxe e a Doação de Seu Cérebro para Estudos Médicos

A família do lendário boxeador Adilson “Maguila” Rodrigues comunicou nesta quinta-feira (24) que o cérebro do ídolo será doado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para pesquisas médicas. Maguila faleceu aos 66 anos vítima de encefalopatia traumática crônica, uma condição comum em atletas que sofrem traumas na cabeça.

O renomado neurologista Renato Anghinah, responsável pelo acompanhamento de Maguila nos últimos dez anos, ressaltou a importância dos estudos para compreender a doença que afeta tanto lutadores de boxe quanto praticantes de futebol, rugby e vítimas de violência doméstica.

Recentemente, Maguila foi hospitalizado devido a um nódulo pulmonar, no entanto, devido à sua saúde debilitada, não foi possível realizar uma biópsia para identificar possíveis complicações como o câncer.

Os familiares de Maguila destacaram a bravura e o bom humor do boxeador até seus últimos momentos. Seu filho, Júnior Ahzura, afirmou que Maguila lutou corajosamente, mas acabou perdendo suas forças.

O velório de Maguila está previsto para ocorrer na Assembleia Legislativa de São Paulo nesta sexta-feira (25), com término ao meio-dia. Posteriormente, o corpo será levado para São Caetano do Sul, onde será realizada uma cerimônia na Ossel.

Maguila foi diagnosticado com encefalopatia traumática crônica em 2013 e buscava aliviar os sintomas com tratamentos à base de canabidiol. Embora não tenha conquistado os principais títulos mundiais, sua carisma o tornou um dos atletas brasileiros mais queridos, conquistando uma legião de fãs.

Impacto da Encefalopatia Traumática Crônica

A encefalopatia traumática crônica, também conhecida como demência do pugilista, é uma condição causada por traumas repetidos na cabeça, afetando não apenas boxeadores, mas também praticantes de outros esportes de luta, futebol, rugby, e até militares submetidos a treinamentos com impacto na cabeça.

O neurologista Vitor Tumas, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, alerta que qualquer trauma repetido no crânio pode predispor uma pessoa a doenças degenerativas, como o Parkinson. O conhecimento sobre os efeitos desses traumas levou a mudanças nas regras esportivas para proteger os atletas.

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