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Brasil veta entrada da Venezuela como “Estado-parceiro” no Mercosul após quebra de confiança em Maduro, diz ex-ministro.

Análise do veto do Brasil à entrada da Venezuela no Mercosul

No último comunicado oficial do Itamaraty, não houve comentários sobre o veto à entrada da Venezuela no Mercosul. No entanto, o ex-ministro das Relações Exteriores e assessor para assuntos internacionais do governo brasileiro, Celso Amorim, deu uma declaração importante sobre o assunto. Ele afirmou que o veto está relacionado à “quebra de confiança” em Nicolás Maduro, presidente venezuelano.

Em uma entrevista ao jornal O Globo, Amorim ressaltou que a quebra de confiança foi um fator grave, já que houve uma promessa não cumprida por Maduro. Ele se referiu ao compromisso não realizado de entregar as atas da eleição de 28 de julho, que confirmariam sua reeleição. No entanto, as atas nunca foram disponibilizadas.

A nova categoria de “Estados-parceiros” do Mercosul conta com apenas 13 países, e a lista ainda não foi oficialmente divulgada. Entre os citados estão Argélia, Belarus, Cuba, Bolívia, Indonésia, Malásia, Turquia, Uzbequistão, Cazaquistão, Tailândia, Vietnã, Nigéria e Uganda.

Durante o encerramento da cúpula do Brics em Kazan, o presidente russo, Vladimir Putin, expressou seu apoio à entrada da Venezuela no grupo, destacando que suas posições não coincidem com as do Brasil em relação ao país sul-americano. Putin também mencionou que teve uma conversa sobre o assunto por telefone com o presidente do Brasil.

Essa decisão do Brasil de vetar a entrada da Venezuela no Mercosul revela as tensões políticas e diplomáticas entre os dois países, evidenciando as diferentes perspectivas em relação à situação atual no governo de Nicolás Maduro. O posicionamento de outros países em relação a essa questão também é crucial para entender as dinâmicas da região.

md (EFE, ots)

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