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Tempestade atinge São Paulo: ventos de 126 km/h, 8 pontos de alagamento e queda de energia em 23% dos imóveis

Na noite da última quinta-feira (24), o estado de São Paulo foi surpreendido por uma tempestade que trouxe ventos fortes e chuvas intensas. O Centro de Gerenciamento de Emergências da cidade de São Paulo identificou oito pontos de alagamento, todos eles transitáveis, mas mesmo assim todas as regiões da cidade foram colocadas em estado de atenção para alagamentos a partir das 20h30.

Em Ourinhos, no interior paulista, os ventos chegaram a impressionantes 126 km/h, causando estragos significativos. Municípios como Jaborandi, Avaré e Taquaritinga sofreram com registros de destelhamentos, enquanto em Gabriel Monteiro um posto de gasolina teve sua cobertura arrancada pelo vendaval.

De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, a ventania é resultado do calor e da umidade presentes na região, aliados a uma brusca queda de temperatura que faz parte do processo de formação de um ciclone extratropical entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Essa situação climática adversa afetou também a região metropolitana de Pirapora do Bom Jesus, onde a Enel reportou que 23% dos clientes estavam sem energia elétrica, totalizando 53 mil imóveis sem abastecimento.

O impacto da tempestade se estendeu para a região Sul do país, com os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul emitindo alertas devido aos fortes ventos e à possibilidade de granizo. Ventos acima de 60 km/h foram registrados em toda a região, com picos de mais de 100 km/h em algumas cidades. O maior valor reportado foi de 133 km/h em Igrejinha, Rio Grande do Sul, enquanto Erechim e Santa Maria também tiveram registros acima dos 100 km/h.

Em Santa Catarina, municípios como Ponte Alta e São Miguel do Oeste sofreram com casas destelhadas e quedas de árvores, enquanto em Urussanga o telhado de uma escola foi arrancado pelos ventos fortes. Descanso também teve danos em residências, indústria e igreja devido à tempestade.

A situação continua sendo monitorada pelas autoridades locais, que estão trabalhando para minimizar os impactos e garantir a segurança da população diante desse evento climático extremo.

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