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Regulação da inteligência artificial é tema de debate no B20 Summit com líderes do Google e Kyndryl discutindo impactos globais.

O B20 Summit foi palco de intensos debates sobre a regulação da inteligência artificial (IA) nesta quinta-feira, em São Paulo. Líderes de grandes empresas de tecnologia, incluindo o Google, trouxeram suas perspectivas sobre o assunto, enfatizando a necessidade de diálogo com os governos e a importância de uma regulação que não impeça o avanço da IA.

Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, ressaltou a importância de um diálogo construtivo com os regulamentadores e legisladores para garantir que a IA seja uma ferramenta positiva para a sociedade brasileira. Ele destacou a evolução no debate sobre a regulação da internet desde a implementação do Marco Civil da Internet, em 2014, e defendeu que a regulamentação atual seja capaz de acompanhar o progresso tecnológico dos últimos 10 anos.

Ao abordar os impactos geopolíticos da regulação da IA, Coelho enfatizou que o país poderá gerar mais valor se se posicionar como produtor de tecnologia. Ele ressaltou o potencial do Brasil para dar um salto significativo nesse sentido, devido à alta digitalização da sociedade brasileira.

Outra voz influente no evento foi Fariba Wells, vice-presidente de Assuntos e Políticas Governamentais Globais da Kyndryl, que alertou para a necessidade de equilíbrio na regulação da IA, citando o exemplo da União Europeia, que aprovou regras rígidas sobre o uso da tecnologia. A legislação europeia exige transparência nos sistemas de IA e impõe multas significativas às empresas que violarem as regras.

O B20 é o fórum oficial de diálogo do G20 com a comunidade empresarial e tem como objetivo transmitir recomendações à presidência do G20. O evento deu destaque às discussões sobre a regulação da IA e seu impacto no desenvolvimento tecnológico e econômico global, ressaltando a importância de um diálogo aberto e construtivo entre empresas, governos e demais stakeholders.

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