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Atendimento a pacientes obesos em emergências exige adaptações urgentes na estrutura hospitalar, alertam entidades médicas.

O aumento do número de pacientes obesos nas emergências de todo o país tem levantado a necessidade de adaptações urgentes, conforme alerta da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Segundo as entidades, a falta de preparo das equipes de saúde e a estrutura hospitalar inadequada podem resultar em atrasos críticos no tratamento desses pacientes, agravando condições que demandam intervenção rápida.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 60% da população das capitais brasileiras está com sobrepeso, enquanto 24,3% são considerados obesos. No cenário global, a Federação Mundial de Obesidade estima que o número de adultos com excesso de peso poderá chegar a 3,3 bilhões em 2035. Diante desses números alarmantes, as entidades ressaltam a importância de garantir uma assistência de qualidade aos pacientes obesos que buscam atendimento emergencial.

Uma das principais dificuldades apontadas pelas entidades é a realização de exames físicos em pacientes obesos, já que o excesso de tecido adiposo prejudica procedimentos como palpação e ausculta, dificultando a identificação rápida de sinais clínicos importantes. Além disso, procedimentos como a obtenção de acesso venoso e a intubação se tornam mais complexos em pacientes obesos, necessitando de técnicas especializadas e maior número de tentativas.

Diante desse cenário desafiador, a Abramede e a Abeso recomendam a adaptação da infraestrutura dos serviços de emergência para acomodar pacientes obesos, capacitação das equipes médicas para lidar com esses casos e combate ao estigma associado à obesidade. Além disso, as entidades propõem a inclusão de treinamento sobre obesidade nos programas de residência em medicina de emergência e a criação de protocolos clínicos padronizados para o atendimento de pacientes obesos graves.

Em resumo, é essencial que as unidades de emergência estejam preparadas e capacitadas para atender a crescente demanda de pacientes obesos, garantindo um atendimento humanizado, eficiente e seguro a todos.

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