
Empresária tem histórico de tráfico de drogas e já estava com passagem comprada para a França. “[A suspeita] tinha uma passagem comprada para a França, onde seus pais moram e, recentemente, a Geovana tinha emitido um passaporte. Ela já foi presa por tráfico, quando tentava embarcar em um avião com drogas, então, provavelmente a Geovana serviria de mula e depois teria que se prostituir fora do país também”, explicou a delegada do caso, Marília Campello, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (29).
A empresária negou as acusações e, em depoimento, apontou o ex-namorado de Geovana como responsável pelo assassinato, informou a delegada. O homem, que não teve a identidade divulgada, foi ouvido e, inicialmente, não há indícios de participação dele no crime, disse a delegada. Além disso, ele teria mostrado mensagens que indicam que a patroa manteria Geovana em situação de cárcere privado.
“Ela não deixava ela se relacionar nem com ele [o ex-namorado], nem com ninguém de fora, porque queria manter ela ali naquele cárcere”, destacou a delegada. “A Geovana foi para lá para trabalhar como babá, depois foi aliciada pela [patroa], com uma vida de baladas e bebidas, só que, quando a vítima dizia que não queria mais, ela [a suspeita], dizia que Geovana estava devendo ela e que teria que pagar, permanecendo na casa”.
Vítima pode ter sido morta após desistir de servir como “mula” da empresária. “O que a Geovana teria feito que teria desagradado? Será que ela não queria mais viajar como mula e estava com medo? Essas são perguntas que serão respondidas ao longo da investigação”, explicou a delegada.
Suspeita buscava amedrontar a vítima com o argumento de que foi casada com um dos principais traficantes do Amazonas, atualmente foragido no Rio de Janeiro. “Ela [empresária] dizia que ia chamar o pessoal do tráfico para quebrar a perna, dizia que ia fazer acontecer”, completou Marília, ressaltando que outras meninas eram aliciadas e exploradas pela suspeita, mas que apenas Geovana era mantida em cárcere.
A mulher segue detida no sistema prisional do Amazonas. O UOL não conseguiu localizar a defesa da empresária. O espaço segue aberto para manifestação.
Este é um resumo do caso envolvendo a empresária com histórico de tráfico de drogas e o assassinato de Geovana, com detalhes sobre o passado da suspeita e os depoimentos da delegada responsável pelo caso. A investigação segue para esclarecer os motivos por trás do crime e a possível ligação com atividades ilícitas anteriores da empresária.