Fim dos voos comerciais na Base Aérea de Canoas após reabertura do Salgado Filho em Porto Alegre

Durante esse período de 148 dias, o Aeroporto de Salgado Filho ficou completamente fechado devido às consequências da catástrofe socioambiental que afetou o estado do Rio Grande do Sul, afetando mais de 2,34 milhões de pessoas e resultando na perda de, pelo menos, 183 vidas. As pistas de pouso e decolagem, assim como o terminal de passageiros, foram alagados, forçando o fechamento total do aeroporto.
O Salgado Filho permaneceu fechado por cerca de 170 dias, devido às obras em andamento que ainda não haviam sido concluídas. Durante esse período de fechamento, a Base Aérea de Canoas foi autorizada pelas autoridades aeroportuárias a receber voos comerciais para atender parte da demanda. A base também desempenhou um papel fundamental no transporte de aeronaves utilizadas no resgate e transporte de vítimas das enchentes e de suprimentos.
De acordo com informações da Força Aérea Brasileira (FAB), entre 27 de maio e a data de encerramento das operações em Canoas, mais de 1,2 mil pousos e decolagens foram registrados na base, possibilitando o transporte de aproximadamente 210 mil passageiros que se viram impossibilitados de utilizar o Salgado Filho.
A FAB ressaltou a importância da Base Aérea de Canoas nesse período de crise, destacando que a normalização e reabertura do Salgado Filho representam uma fase crucial para a mitigação dos impactos do fechamento do principal hub aéreo do Rio Grande do Sul. A perspectiva é de que, com a retomada gradual e coordenada das operações em Porto Alegre, em breve a capacidade aérea da região Sul estará completamente restabelecida.