Previsão do mercado financeiro indica alta na projeção da inflação para 4,5% em 2024, aponta Boletim Focus do Banco Central

Em relação à meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a estimativa para 2024 está no teto, com a meta de 3% e uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. No entanto, a partir de 2025, entrará em vigor um sistema de meta contínua, eliminando a necessidade de definir uma meta de inflação a cada ano.
Para alcançar as metas de inflação, o Banco Central usa a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 10,75% ao ano. A expectativa é que a Selic encerre 2024 em 11,75% ao ano, com projeções de queda para os anos seguintes. O aumento dos juros tem o objetivo de controlar a demanda aquecida e suas consequências nos preços, enquanto a redução visa estimular a atividade econômica.
Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções também são positivas, com expectativa de crescimento de 3,05% para este ano e 1,93% para 2025. O mercado financeiro estima ainda uma expansão de 2% para o PIB em 2026 e 2027.
Por fim, a cotação do dólar também é monitorada, com previsão de R$ 5,42 no final deste ano e R$ 5,40 em 2025. Essas variáveis estão interligadas e refletem as expectativas do mercado em relação à economia brasileira nos próximos anos. A próxima reunião do Copom está prevista para novembro e será decisiva para as políticas monetárias do país, influenciando diretamente a trajetória da inflação e do crescimento econômico.