Ministro brasileiro lidera delegação na cúpula dos Brics na Rússia após acidente de Lula. Expectativas para novos membros e parcerias.

A cúpula dos Brics, presidida pela Rússia neste ano, conta com a confirmação de 32 países, incluindo 23 chefes de Estado, para participarem do evento em Kazan. Dentre os membros plenos do bloco, somente o Brasil e a Arábia Saudita não enviarão seus máximos representantes, optando por mandar ministros das relações exteriores. Esta será a primeira reunião dos Brics com a presença dos novos membros que ingressaram no bloco em 2024, expandindo a composição que antes era formada por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Durante o encontro, espera-se discutir a admissão de novos parceiros como membros associados, além de medidas para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países do bloco. Também estão em pauta a busca por alternativas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, visando fortalecer instituições financeiras próprias. A presença do Brics é fundamental para contornar as barreiras impostas pelos Estados Unidos e seus aliados, principalmente no que diz respeito ao avanço comercial e tecnológico da China, além de auxiliar países sujeitos a sanções econômicas.
Com cerca de 36% do Produto Interno Bruto (PIB) global e representando aproximadamente 42% da população mundial, o Brics se destaca como um bloco econômico relevante, superando o G7 no poder econômico. A presença do chanceler brasileiro na cúpula dos Brics evidencia o compromisso do país com a cooperação e o desenvolvimento mútuo entre as nações integrantes do bloco.