
VOTE EM ARNALDINHO DO PCC: A INFLUÊNCIA DO CRIME ORGANIZADO NAS ELEIÇÕES
A campanha eleitoral deste ano tem sido marcada por slogans polêmicos e questionáveis. Um exemplo disso é a proposta de “Vote em Arnaldinho do PCC”, evidenciando os crescentes sinais de infiltração do crime organizado em estruturas do Estado brasileiro, especialmente em nível local.
A Justiça Eleitoral no Rio de Janeiro tomou uma decisão controversa ao vetar candidaturas de suspeitos de ligação com organizações criminosas, mesmo sem condenação. Essa atitude levantou questionamentos sobre a formalidade das operações do Estado e a necessidade de limites claros para tais ações.
Uma comparação interessante pode ser feita com o Irã, onde apesar de ser uma ditadura, são realizadas eleições competitivas. O Conselho de Guardiães, equivalente ao TSE no país, seleciona criteriosamente os candidatos permitidos, mostrando como a filtragem pode ser feita de maneira legítima, mesmo que de forma controversa.
No Brasil, os partidos políticos poderiam desempenhar um papel fundamental na escolha de candidatos éticos e adequados, evitando a concessão de legenda a indivíduos ligados ao crime organizado. Essa curadoria prévia dos candidatos é essencial para manter a integridade do sistema eleitoral.
A crise atual da democracia pode ser atribuída, em parte, à falta de curadoria na seleção de candidatos, na divulgação de notícias e na elaboração de propostas políticas. Com o advento da internet e das redes sociais, o controle sobre a informação tornou-se mais difícil, resultando em um cenário caótico e propenso a erros.
É fundamental repensar os processos eleitorais e a forma como os candidatos são selecionados, a fim de garantir a legitimidade e a transparência das eleições no Brasil.