Chanceler brasileiro, Mauro Vieira, descarta discussão sobre Ucrânia na cúpula do Brics na Rússia e foca em fortalecer cooperação entre os países.
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O chanceler brasileiro ressaltou que durante a cúpula será debatida a possibilidade de novos países se associarem ao bloco, com cerca de 30 nações manifestando interesse em fazer parte do grupo. Vieira explicou que a expansão do Brics é um processo em formação e que os líderes dos países membros discutirão os critérios e as modalidades de participação dos novos integrantes.
Sobre a Venezuela, questionada se teria chances de se tornar membro associado do Brics, Vieira afirmou que todos os países candidatos têm essa possibilidade. O ministro foi designado para representar o Brasil na cúpula após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofrer um acidente doméstico.
Além disso, está prevista a discussão de medidas para reduzir a dependência do dólar no comércio entre os países do Brics, assim como o fortalecimento de instituições financeiras alternativas ao FMI e ao Banco Mundial. O bloco representa cerca de 36% do PIB global e 42% da população mundial, superando o G7 em relação ao PIB.
Com a presença confirmada de 32 países na cúpula, sendo 23 representados por líderes de Estado, o encontro entre os países do Brics promete trazer importantes discussões e acordos que impactarão a economia mundial.