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PMs são investigados por agressões em velório de jovens em Bauru: mãe relata violência e falta de respeito durante o luto.

Policiais Militares são investigados por agressões em velório

No último dia 18, em Bauru, a cerca de 330 km de São Paulo, policiais militares foram alvo de investigações devido a agressões a pessoas que estavam presentes no velório de dois jovens mortos em supostos confrontos com a PM. O caso gerou grande repercussão e indignação na cidade.

Uma das vítimas das agressões foi Nilceia Alves Rodrigues, mãe de Guilherme Alves de Oliveira, um dos jovens mortos. Em vídeos gravados por celulares, é possível ver a mulher sendo arrastada e jogada ao chão por um policial militar. Segundo relatos, ela tentava proteger outro filho, de 28 anos, que acabou detido sob acusação de desacato.

Nilceia descreveu ter sido agredida, tendo seu cabelo puxado e sendo sufocada pelo pescoço. A situação ficou ainda mais tensa quando os policiais avançaram contra os presentes, empunhando cassetetes e demonstrando uma postura agressiva.

A mãe afirmou ter sido impedida de velar o filho em paz, já que ele foi detido e posteriormente conduzido à delegacia. Mesmo com as circunstâncias difíceis, ela lutou para garantir que seu filho pudesse, ao menos, se despedir do irmão no momento do sepultamento.

A Polícia Militar abriu um inquérito para investigar o comportamento dos policiais envolvidos e tomar as medidas necessárias diante do ocorrido. A Ouvidoria da Polícia Militar também se pronunciou, destacando a gravidade das imagens e a necessidade de uma apuração minuciosa do caso em Bauru.

Os jovens mortos, Guilherme e Luís Silvestre da Silva Neto, foram vítimas de supostos confrontos com a polícia durante uma operação no Jardim Vitória. As famílias dos rapazes negam que eles estivessem armados e contestam a versão oficial apresentada pelas autoridades.

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