
Violência no Haiti: Comunidade Internacional se Compromete a Tomar Medidas
No último mês, o Haiti tem sido palco de uma escalada de violência causada por grupos fortemente armados, os quais estão sendo acusados de cometer diversos crimes, como assassinatos, saques, estupros e sequestros. Essa situação tem se intensificado principalmente na capital Porto Príncipe e arredores, levando mais de 700 mil pessoas a abandonarem suas casas em busca de abrigo em outras regiões do país.
Um dos episódios mais marcantes ocorreu no início de outubro, quando membros da gangue Gran Grif deixaram mais de uma centena de mortos em um ataque sangrento em Pont Sondé, no departamento de Artibonite.
Diante desse cenário alarmante, a comunidade internacional adotou uma resolução em que se compromete a tomar as “medidas necessárias” para impedir o tráfico ilícito, o fornecimento, a venda ou a transferência direta ou indireta de armas para o Haiti. Além disso, também se compromete a fornecer assistência técnica para armamentos que não estejam destinados às forças de segurança ou para usos oficiais, visando proteger a população local.
Relatórios recentes apontam para a “fraca” implementação do embargo de armas que chegam ao Haiti, sendo que a maior parte dessas armas tem origem na Flórida (Estados Unidos), mas também chegam ao país provenientes da República Dominicana e Jamaica.
A resolução também destaca a necessidade de maior coordenação entre os diferentes organismos internacionais e prorroga por mais 13 meses o mandato de um painel de especialistas que assessora o Comitê de Sanções. Para a representante do Equador, Irina Barba, a adoção unânime do texto é fundamental para abordar a crise multidimensional do Haiti, que requer uma resposta abrangente.