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CNE proclama Maduro reeleito para terceiro mandato, oposição denuncia fraude e protestos deixam 27 mortos na Venezuela.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarou oficialmente a reeleição de Nicolás Maduro para um terceiro mandato presidencial de seis anos, que vai de 2025 a 2031. No entanto, a falta da apresentação detalhada da apuração dos votos tem gerado polêmica e questionamentos, uma vez que isso vai contra as exigências da legislação eleitoral.

A oposição ao governo denuncia que houve fraude no processo eleitoral e divulgou em um site cópias das atas de votação que supostamente comprovariam a vitória do candidato opositor Edmundo González Urrutia, que atualmente está exilado na Espanha após um mandado de prisão ter sido emitido contra ele. Os protestos que surgiram após a eleição resultaram na morte de 27 pessoas na Venezuela, incluindo dois militares, e mais de 2.400 detenções.

Em meio a toda essa controvérsia, surgem acusações graves por parte do governo contra o ex-dirigente eleitoral Delpino, a quem atribuem responsabilidade pelas mortes ocorridas durante os protestos pós-eleitorais. Em declarações públicas, Rodríguez afirmou que Delpino deveria ser responsabilizado por crimes como traição à pátria e associação criminosa. Por sua vez, Delpino defendeu-se das acusações, afirmando que a verdadeira associação criminosa está no governo e que aqueles que atualmente estão no poder não contam com apoio popular.

O Legislativo também se pronunciou sobre o caso, pedindo o confisco dos bens de Delpino e relacionando-o com Rafael Rodríguez, ex-ministro do Petróleo no governo de Hugo Chávez, falecido em 2013. Este último havia se distanciado de Maduro e foi acusado de corrupção. Em meio a toda essa turbulência política, Delpino questionou os resultados eleitorais divulgados pelo CNE no dia 26 de agosto, através de um comunicado publicado em suas redes sociais do exterior. A incerteza e a tensão política continuam a pairar sobre a Venezuela, enquanto o país busca um caminho para superar essa crise.

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