Apagão deixa 100 mil imóveis sem energia na Grande São Paulo, moradores relatam prejuízos e ações emergenciais são tomadas

Daniel relatou que a falta de energia acarretou em desabastecimento de água nos apartamentos e na perda de alimentos. Para conseguir carregar os celulares, ele e sua família precisaram se deslocar até o Shopping Morumbi. Além disso, o condomínio onde ele vive ficou sem água devido à falta de energia, já que as bombas das caixas d’água são elétricas e não estavam funcionando.
A situação se agravou ainda mais devido à queda de uma árvore na rua de Daniel, que só foi removida pela prefeitura após a divulgação do caso pela imprensa local. Segundo o morador, a remoção da árvore só ocorreu na segunda-feira, após os veículos de comunicação destacarem o problema.
Cristine Lore Cavalheiro, moradora do Parque Bristol, também enfrentou problemas relacionados à queda de árvores nos bairros vizinhos, o que causou interrupção no fornecimento de energia elétrica. A situação só foi normalizada depois que uma árvore próxima foi retirada. Cristine teve que ir até um clube em São Bernardo do Campo para recarregar alguns equipamentos, como celular e tablet.
Os prejuízos decorrentes desse apagão têm impactado não apenas os moradores, mas também o setor de turismo e gastronomia na região. A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) estima que mais de R$ 150 milhões foram perdidos devido à falta de energia nos estabelecimentos. A entidade solicitou à Enel um restabelecimento urgente da energia e um canal permanente para registro de reclamações e acompanhamento de chamados.
Diante desse cenário, a prefeitura de São Paulo decidiu recorrer à Justiça para solicitar que a Enel restabeleça imediatamente a energia em diversos pontos da cidade. A empresa, por sua vez, afirma que está trabalhando para resolver o problema e restabelecer o fornecimento de energia para os clientes afetados. Essa situação, que vem se repetindo devido a fortes chuvas, tem gerado prejuízos não apenas para os moradores, mas também para os estabelecimentos comerciais da região.